Imigrante

Um projeto habitacional, mas de cunho social

Construção do Loteamento Residencial 10 de Abril viabiliza sonho da casa própria para 50 famílias do município

18/01/2019 - Imigrante

A concretagem de nove das 31 residências que já estão em execução no Loteamento Residencial 10 de Abril foi concluída nesta semana, representando mais um passo no andamento da obra. Mas, além de realizar o sonho de 50 famílias que aguardam pela casa própria, o projeto pode se tornar referência no atendimento social aos beneficiados.

Desde as cores das casas até a criação de hortas comunitárias e espaços de lazer, todas as decisões são tomadas com a participação dos futuros moradores. Mediadas pela Associação Comunitária dos Moradores do Bairro Aparecida (Acomba), entidade habilitada junto do Ministério das Cidades para execução do Programa Minha Casa Minha Vida Entidades, diversas reuniões foram e serão realizadas até a conclusão do projeto, prevista para 2020. Além disso, mesmo após dois anos da finalização, todos os contemplados permanecem com o acompanhamento de questões sociais.

A entidade, além de ser responsável pela obra, realiza o acompanhamento social em parceria com a Administração Municipal. “Todas as definições são realizadas em reuniões. Em dezembro fizemos uma oficina com os moradores, incluindo todas as secretarias do município, com assuntos tratando sobre obras, saúde, higiene, coleta de lixo, enfim, um trabalho muito bonito, que dará frutos. Não adianta apenas dar uma casa e pronto. O morador precisa ter participação, a casa é dele, é ele quem vai cuidar dela. Isso é muito importante”, destaca o prefeito Celso Kaplan.

Próximas etapas da obra

Nas próximas semanas outras 22 casas irão receber a concretagem. A etapa será dividida em dois momentos, mas deve ser finalizada até o fim de janeiro. “Também estamos providenciando, assim que o tempo colaborar, a terraplanagem final para as últimas 19 moradias que serão iniciadas”, comenta Kaplan.

A proposta é garantir que, mesmo com chuva, os trabalhos no loteamento não parem, seguindo o cumprimento do cronograma de obras. Assim, com a concretagem concluída em algumas das casas, será possível se dedicar à parte interna. “Agora, eles podem rebocar, abrir canaletas, colocar os pisos, e depois iniciar a colocação dos telhados”, diz o prefeito.

Planejamento para o futuro

“Quando eu tiver a minha casa quero ter uma horta nos fundos, um lugar para plantar as minhas flores e ter meu pátio bonito na frente.” Esses são os planos de Adelaide Stevens, de 46 anos, que foi uma das contempladas no projeto. A residência dela ainda não está em execução, mas, como recebe muitas visitas, já sabe que irá construir mais um quarto.

O terreno doado a cada família, de 200 metros quadrados, foi planejado para que, além das casas, sobrasse um espaço para ampliação. “Eles irão receber uma planta de complementação para poder ampliar, algo que será possível já que o terreno tem recuo de quatro metros na frente, nove metros atrás, 1,5 metro de um lado e dois metros e meio do outro”, comenta o prefeito.

Academias ao ar livre e praças também estão previstas para a área habitacional. “Essa é a diferença de termos um loteamento com cunho social. Além dos contemplados terem a participação e a decisão, eles precisam de comprometimento com as casas. Os moradores já têm, inclusive, uma proposta de que irão assumir, rua por rua, o cuidado com as áreas de recreação”, afirma Kaplan.

A representatividade do loteamento traz expectativas quanto ao futuro do local. Para Kaplan, o momento que Imigrante vive é histórico. “Hoje tenho a perspectiva de que esse será um modelo MCMV Entidades para o Estado e para o país, porque pensamos bastante, planejamos e trabalhando junto com essas famílias teremos resultados positivos”, salienta o chefe do Executivo. 

Financeiro em pauta

O próximo encontro das famílias tem como tema o planejamento financeiro. Como a maioria dos contemplados paga aluguel a reunião terá como objetivos destacar o potencial que as casas irão representar no orçamento de cada um e como aplicar de forma produtiva o dinheiro que deverá sobrar nas contas mensais.

É o caso de Adelaide, que paga R$ 415 de aluguel, mas incluindo as contas de água e luz, o valor mensal chega a R$ 550 para ela e a filha. Assim que o loteamento estiver concluído, o gasto com a prestação da casa será de R$ 170. “Cada casa terá água quente por captação de luz solar, o que também irá diminuir os gastos”, explica Kaplan. 

Entenda o projeto

- A obra de construção das casas populares em Imigrante está em discussão desde 2014, quando o município comprou uma área de terras de 2,8 hectares, hoje designada de Loteamento 10 de Abril. No mesmo ano começaram os cadastros das famílias. Mas, na época, o governo federal não deu andamento aos trâmites, retomando apenas em 2018.
- Para conseguir a aprovação do projeto pela Caixa, equipes da prefeitura se empenharam para juntar a documentação necessária. Em maio, o sonho da casa própria ficou mais próximo de 50 famílias, com a assinatura dos contratos.
- Cada uma recebeu um terreno de 200 metros quadrados e financiou a casa de 47 metros quadrados, com dois quartos, banheiro, lavanderia, sala, cozinha e aquecimento solar individual.
- Perto do loteamento também foi construída outro prédio para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Arco-Íris, que iniciou as atividades no início do ano passado.

Investimentos

- São R$ 3,6 milhões de recursos federais para a construção das moradias e mais de R$ 1 milhão previstos de contrapartida municipal.
- Cada casa construída está avaliada em R$ 63,5 mil e o terreno em torno de R$ 40 mil. 


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