Jornal Nova Geração

OPINIÃO

Juntos contra a estiagem

"Até agora, o governo federal anunciou R$ 430 milhões como auxílio para o enfrentamento à estiagem, mas é pouco”

Em uma terra que passa pela terceira seca consecutiva, o que mantém o agronegócio como um dos motores da economia? Como pode um estado que sofre com a falta de chuva ser exemplo de produtividade e de entrega no campo? Certamente a resposta passa por múltiplos fatores, que vão desde a modernização e a inovação até a dedicação diária dos trabalhadores do campo.

No Rio Grande do Sul, não faltam exemplos de produtores com mente empreendedora. Pessoas que enxergam em um problema, uma oportunidade. Enquanto eu ouço incrédulo pessoas dizendo que o agro é predatório, que desmata, eu vejo profissionais estudando, aprimorando técnicas e investindo em tecnologia e inovação. O ritmo do aumento da produção nacional ano após ano é muito superior ao da área plantada. O nome disso é agricultura de precisão e ela preza por uma produção mais eficiente, mais sustentável e que entrega um valor social inestimável, tudo de acordo com as práticas de ESG.

Apesar de, ao percorrer o interior do Estado, ver in loco a situação de plantações perdidas, eu sei que daremos a volta por cima. O produtor gaúcho é acostumado às dificuldades. Ele está lutando contra mais uma severa estiagem. Essa guerra silenciosa acontece todos os dias nas lavouras. E eles não esmorecem. Os estragos seriam muito maiores se o setor não tivesse, por si mesmo, investido em qualificação e produtividade.

Até agora, o governo federal anunciou R$ 430 milhões como auxílio para o enfrentamento à estiagem, mas é pouco. São necessárias políticas públicas efetivas e permanentes para a irrigação, além de linhas de financiamento e outras medidas que temos insistentemente defendido, como no projeto de lei que liberou crédito aos agricultores do estado para a safra 2022/23. Não podemos deixar que o campo, além de produzir, resolva sozinho um problema que é de todos nós.

O produtor gaúcho é valente. Para ele, não existe estiagem de esperança. Mas o mínimo que ele merece é que não haja, também, uma estiagem de soluções para um setor que produz o alimento que vai à mesa dos brasileiros e é decisivo para a economia do país.

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