Jornal Nova Geração

CONEXÃO

O papel da assistência social no desenvolvimento das comunidades

Restauração nas dependências do Centro de Referência (Cras) Casa da Cidadania, no bairro Moinhos, contou com auxílio de usuários e reuniu grande público durante o Dia da Família. Objetivo é tornar local mais acolhedor

Dia da Família contou com grande participação da comunidade (Foto: Divulgação)

Com cerca de 600 atendimentos ao mês, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Casa da Cidadania, localizado no bairro Moinhos, trabalha para deixar o ambiente mais acolhedor à comunidade. O local conta com atividades e oficinas durante todos os dias da semana com o objetivo de fortalecer vínculos e despertar potencialidades. É possível ver a movimentação dos usuários e o acolhimento da equipe diariamente.

A assistente social e coordenadora técnica do local, Renata Klafke, relata o desejo dos profissionais e da população em restaurar a estrutura do Cras. Segundo ela, as ações foram executadas aos poucos e, algumas vezes, contam com o auxílio da comunidade, desde a pintura até a manutenção de flores e hortaliças.

“Nosso espaço precisava de reparos. Durante um tempo as pessoas vinham e nos ajudavam. Também plantamos flores. Tentamos grafitar em outro momento, mas não conseguimos angariar os materiais”, conta ela ao se referir às artes feitas nas paredes. As pinturas de autoria de Luísa Born, em parceria com Henrique Nunes Lopes, é uma forma de tornar o ambiente mais aconchegante e chamar a atenção de quem passa pelo lugar.

A atividade contou com ajuda das crianças que frequentam o Cras. Parte da parede externa foi pintada durante o dia da família, evento que ocorreu em 3 de junho. O momento contou com pintura nas mãos das crianças, que carimbaram na parede para deixar sua marca registrada. “O evento reuniu muita gente e todos aproveitaram muito, junto com lanches”, destaca a assistente social. Segundo ela, o local passou a chamar mais a atenção da comunidade.

Cras viabiliza aulas de grafite e a inclusão dos grupos (Foto: Karine Pinheiro)

Oficina de grafite

A ação foi um sucesso, aponta a educadora social Tainá Gross. Além de ser algo que atrai a atenção dos jovens, é algo que auxilia no desenvolvimento, avalia ela. Devido a grande adesão, o Cras prepara a oficina de grafite, que deve ser lançada nos próximos dias.

“É mais uma atividade para agregar as pessoas e beneficiar muitos jovens. É uma oficina aberta à comunidade e que com certeza terá muita adesão. A pintura é arte e uma bela forma de expressão”, comenta Tainá. A parte interna da estrutura também deve receber os desenhos de Luísa nos próximos dias.

Fortalecimento de vínculos

O Cras é a porta de entrada para os serviços de assistência social. “Aqui temos o dever de acolher e prevenir agravamento de casos. Atuamos de maneira que as pessoas entendam o valor delas no contexto em que estão inseridas”, pontua Renata. Além dos atendimentos individuais, há as oficinas em grupos, como a de grafite, que fortalece vínculos entre os usuários.

A assistente social explica que as políticas sociais estão disponíveis a todos que precisam. “Se cada política pública for efetiva, vemos os resultados no desenvolvimento das relações familiares. Por isso atuamos para que as famílias estejam presentes aqui, seja nos atendimentos ou nas oficinas, para podermos acompanhar”, afirma.

Cores

O dia da família foi marcado pela apresentação à comunidade e visitantes da renovação visual do prédio, cuja pintura externa foi realizada voluntariamente pela artista Luísa Born, responsável entre outras obras por algumas das fachadas do prédio da Polar e do Silos do Porto, em parceria com Henrique Nunes Lopes. Futuramente, espaços internos do prédio também ganharão novas cores.

Tainá Gross, educadora social

O Cras é a porta de entrada para a população entender seus direitos e seu lugar no mundo. Neste espaço temos compreensão pela situação de cada um e sabemos das necessidades das pessoas. O centro de referência é um lugar democrático, as pessoas se sentem em casa porque acolhemos sem julgamento e fortalecemos os vínculos.

ENTREVISTA

Renata Klafke – assistente social

Jornal Nova Geração: O que é o Cras?
Renata Klafke: É um equipamento público de referência para a comunidade, um espaço de convivência, e também a porta de entrada para os serviços de assistência social.

NG: Qual o objetivo do Cras?
Renata Klafke: Desenvolver as potencialidades, o protagonismo e a autonomia das famílias. Prevenir situações de isolamento social e fragilidade de vínculos familiares. Para isso, usamos nosso conhecimento técnico para atender as demandas que nos trazem, por meio do atendimento individual e executando o acompanhamento familiar.

NG: Na sua avaliação, qual a importância deste serviço?
Renata Klafke: Somos a porta de entrada deste serviço e atuamos na prevenção. Existe média e alta complexidade na assistência social. Nosso trabalho é prevenir que os casos que atendemos aqui não se agravem desta maneira. Somos porta de entrada e fortalecemos as famílias, bem como o papel de cada um.

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