Jornal Nova Geração

OPINIÃO E BASTIDORES

Voos, oportunidades e negócios ao Vale

A sociedade do Vale precisa entender que o Aeródromo de Estrela é um investimento justificável

A única estrutura com capacidade para receber aeronaves no Vale do Taquari é o Aeródromo Regional de Estrela. O espaço para pouso e decolagem fica na Linha São José, em uma grande área localizada entre a pista de asfalto da ERS-129 e o leito do imponente Rio Taquari. Nos últimos anos, e mesmo a passos lentos e burocráticos, o ponto recebeu algumas melhorias custeadas pelo poder público municipal, e também contou com investimentos do próprio setor privado, o maior interessado no aproveitamento do espaço aéreo da região. O desafio agora é estender a pista para mil metros e, posteriormente, pavimentar todo o percurso com asfalto. Para isso, porém, a comunidade precisa entender de fato a importância deste modal para o desenvolvimento regional.

A sociedade do Vale precisa entender que se trata de um investimento justificável, assim como o surgimento de helipontos em prédios comerciais das principais cidades. Isso não é capricho para favorecer o ego de determinadas classes sociais. Longe disso. Hoje em dia, e isso já é uma realidade latente em nossa região, é cada vez mais comum o uso do espaço aéreo para agilizar deslocamentos e atrair novas empresas e investidores. Os representantes de grandes players do mercado já não admitem perder 1h30min para viajar entre a Região Metropolitana e o Vale do Taquari. Eles não querem mais passar pela burocracia de um grande aeroporto e ainda enfrentar mais de 100 quilômetros de BR-386. Eles querem decolar em São Paulo e pousar em Estrela.

Recentemente, por exemplo, os representantes do Grupo Passarela utilizaram a pista de pouso estrelense para desembarcar na região. E anunciaram milhões em investimentos e novas oportunidades de renda e emprego na cidade vizinha. Assim como eles, outros tantos empresários utilizam semanalmente o espaço ainda inacabado na Linha São José para ganhar tempo. E tempo, todos sabem, é dinheiro. Portanto, o governo municipal de Estrela acerta em cheio ao insistir na recuperação e ampliação do Aeródromo Regional. E o prefeito, Elmar Schneider (MDB), foi cirúrgico ao instigar outros gestores que ainda precisam entender a importância do modal e auxiliar na busca por recursos. O aeródromo, assim como o porto fluvial, é do Vale. Não é só de Estrela.


Uma nova ponte, e com respeito ao passado

O governo de Estrela assinou a ordem de início para construção da nova ponte sobre o Arroio Boa Vista, entre a Linha São José e o bairro Boa União. Além disso, o Executivo pretende guardar um pedaço da ponte de ferro antiga no Memorial de Estrela, junto de um banner com mensagens escritas pelos agentes públicos e privados que estavam presentes no evento desse sábado (foto). É um movimento simbólico importante. A estrutura de ferro é histórica e prestou um relevante serviço à comunidade regional. E, se não foi possível mantê-la “em pé”, nada mais justo do que a “eternização” da estrutura por meio desta singela homenagem.


E as coligações entre PDT e PL?

O PDT é o partido responsável pela denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. O resultado disto todos já sabem. O principal ícone da direita nacional foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e fica inelegível por oito anos. Ou seja, está fora do pleito nacional. E a pergunta que surge nos bastidores é: como ficam as coligações municipais entre o PDT e o PL? No Vale do Taquari, por exemplo, o Executivo de Teutônia é comandado pelo prefeito, Celso Forneck, pedetista, e pela vice-prefeita, Aline Kohl, que recentemente assinou filiação no Partido Liberal. Em tempo, acho que as brigas nacionais entre as siglas não influenciam a relação de Forneck e Aline.


Diehl, Gomes e o Instituto Liberal

Na manhã de quarta-feira, o secretário da Fazenda de Estrela, Felipe Diehl, visitou o vice-prefeito de Porto Alegre, Ricardo Gomes. O encontro ocorreu na capital gaúcha. Eles se conhecem desde o tempo da “juventude do extinto PFL”, avisa Diehl. Gomes deve retribuir a visita no dia três de agosto. Além de conhecer a estrutura administrativa do governo estrelense, o agente público também deve participar de um evento do Partido Liberal (PL) em Lajeado. Ele também confirmou presença no Seminário Olavo de Carvalho nos Vales, promovido pelo Instituto Liberal dos Vales (ILV), e que ocorre no dia 11 de novembro, em Encantado.


CURTAS DA SEMANA

  • Prefeito de Imigrante, Germano Stevens (MDB) ainda não desistiu da construção de um “consenso político” para o pleito de 2024.
  • Prefeito de Fazenda Vilanova, Amarildo da Silva está otimista com o surgimento de novos empreendimentos na cidade, especialmente em áreas lindeiras à BR-386 e à Via Láctea. E ainda tem muita área disponível para novos empreendedores.
  • O vereador João Braun (PP) solicita ao Executivo de Estrela “que informe quantos imóveis a administração tem alugados, bem como seus respectivos contratos de locação”.
  • Com base nos últimos movimentos do governo de Estrela, a “porta-voz” da Empresa Pública de Logística Estrela (E-Log) parece que deixou de ser a presidente, Elaine Strehl, e passou a ser a nova Diretora Administrativa, Andressa Traesel, que possui mais trânsito na política partidária.
  • Ainda sobre a E-Log, a empresa pública que pertence ao governo de Estrela vai pagar R$ 48 mil ao profissional Samuel Hergessel “para realização de pintura artística no muro do Cais do Porto”.
  • O Executivo de Estrela realiza segunda-feira o lançamento da tradicional rústica da cidade. Neste ano, o evento busca incentivar a doação de órgãos, com a participação de corredores transplantados.
  • Prefeito de Estrela, Elmar Schneider (MDB) deve integrar uma comitiva de prefeitos que viaja a Brasília na próxima semana. Na pauta, a situação financeira das casas de saúde da região.
  • Em Teutônia, a vereadora Neide Jaqueline Schwarz (PDT) propôs e a câmara avalia a concessão do título de “Cidadão Teutoniense” a Ramon Petter.
  • Colinas possui três produtores presentes na diretoria da nova Cooperativa de Suinocultores dos Vales, a Cosuval, criada a partir do colapso da Cooperativa Languiru. E, de acordo com a vereadora Silvia da Costa (PTB), o estado se comprometeu a “auxiliar no desenvolvimento” do grupo.
  • Em Bom Retiro do Sul, o governo investe na preservação da história. Com o tombamento das “Ruínas da Fazenda Pedreira”, construída em 1784, as intervenções arqueológicas já constataram objetos de louça, porcelana, vidro e ferro, aludindo ao cotidiano da presença luso/portuguesa.
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