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Edição  dia  03/09/2010
 

 
Moles serão construídos às margens do Parque da Lagoa. O acesso ao local se dá através da Rua Geraldo Pereira, fundos do Parque Princesa do Vale, nas mediações do antigo complexo AmBev
 
ESPECIAL
Moles

Uma alternativa à erosão no Taquari
A utilização de moles foi a solução encontrada pela Secretaria do Meio Ambiente para evitar a erosão provocada pelas águas sobre as margens do Rio Taquari. De acordo com a secretária do setor, Ângela Schossler, a criação do Parque da Lagoa teve como objetivo a preservação e conservação do local. No entanto, vem sofrendo com um crescente processo de erosão, sendo que muitas alternativas vieram a ser aplicadas – como o plantio de árvores-, não tendo, contudo, surtido o efeito esperado. “Vejo essa colocação dos moles como um projeto piloto. Técnicas de engenharia serão utilizadas com material vivo. Com um bom resultado alcançado, o mesmo será aplicado em outros pontos do rio, com focos de erosão”, explica Ângela.
Para a execução do projeto, a Prefeitura de Estrela firmou uma parceria com a empresa Conpasul, que está responsabilizada pela construção das estruturas. A previsão é de que no final do mês, mais tardar início do mês de abril, os mesmos sejam construídos, como afirma o biólogo Émerson Musskopf: “Queremos estar com os três moles prontos já no mês de abril, visto que a construção destes leva cerca de uma semana para estar concluída. Nossa espera é apenas pela licença ambiental para a execução da obra”.
O projeto é baseado em moles construídos em países alemães e austríacos. No entanto, Musskopf afirma que a técnica vinha sendo aplicada apenas em pequenos rios ou em arroios. “O ideal seria a construção de 10 à 12 moles. Vamos começar com três, que são o mínimo possível para surtir efeito. Claro que há a possibilidade de o Taquari arrancar tudo. É um risco que se corre, mas acreditamos que não vá acontecer”, confessa Musskopf. O biólogo afirma da esperança sobre o projeto, visto que algo precisa ser feito para reverter os danos causados pela água no local. “Se não tentarmos, há uma grande possibilidade de a lagoa não existir daqui a um tempo. Talvez não resolva completamente o problema, mas se amenizar a erosão no local, já é um grande começo”, esclarece.

Funcionamento
De acordo com Musskof, três moles, também chamados de ramprolas, ficaram inclinadas 30° a favor do rio, um após o outro. Dessa forma, com o passar das águas e a formação natural de redemoinho, em vez de acontecer a retirada das encostas, os moles favorecerão um processo de acúmulo de terra, vindo a promover a revitalização do local. Juntos às estruturas serão colocados estacas vivas de plantas típicas das margens do Taquari, como os sarandis. Estas, além de criarem um aspecto natural aos moles, ainda aumentam sua resistência.
Será construída, também, rampa de acesso para barcos de pequeno porte, com o objetivo de que o local seja usufruído pelos alunos do Projeto Navegar.
Juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente e Conpasul, assina o projeto o doutor em bioengenharia de solos, Fabrício Sutili.

Composição
De acordo com a engenheira ambiental da Conpasul, Yasmine Augustin, os moles serão construídos à base de pedras de basalto, cada qual com um diâmetro de 2m, retiradas da própria pedreira da empresa.
As rampas vão ser formadas por uma camada de brita, concreto e malha de aço.


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